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Das coisas mais banais
Apenas duas deveriam
Ser impostas por lei
Ante o último suspiro
O céu e o beija-flor
A derradeira imagem
A representação final
O alento da sofreguidão
Como mostrar o céu
A quem não enxerga?
Como descrever um beija-flor
A quem não escuta?
Diga que a chuva encheu
Copos d’água gigantes
Derramados numa imensidão
Amontada de algodão doce
Agite os braços
Freneticamente
Sinta o perfume ao seu redor
E saia veloz do recinto
Quanto custa (e)levar a alma
Ao estado de purificação?
Um piscar de olhos
Meio milésimo de um revoar de asas.
Isadora Tavares é redatora, jornalista e poeta nas horas vagas. Também é aluna do Curso Livre de Formação de Escritores pela Editora Metamorfose.
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4 Comentários
Muito bom!!!! 👏👏👏
ResponderExcluirObrigada 😍
ExcluirPrecisamos só disso: lirismo
ResponderExcluirConcordo! Obrigada pela leitura.
ExcluirObrigado por comentar!